segunda-feira, 9 de maio de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Tocando em Frente
Aos amigos violeiros e afins, compartilho aqui este que é um dos clássicos da música regional. Almir Sater e Renato Teixeira, nas antigas... e o Rodrigo Sater no violão ali atrás. Confiram o vídeo.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Os sons e seus efeitos nos seres vivos
Os sons, desde o início dos tempos, provocam efeitos nos seres ouvintes. Homens e animais, e até os vegetais, têm reações diversas aos tipos de sons. A música tem essa capacidade ampliada pelo fato de usar sons harmônicos que alcançam mais profundamente o inconsciente.
São muitos os pesquisadores que estudam os efeitos da música nos seres vivos. Em humanos essas capacidades são estudadas pela pedagogia, pelas ciências sociais, pela medicina, e diversas outras especialidades, até pelas religiões.
Trago aqui um trecho do livro “Efeito Mozart”, de Don Campbell, que fala sobre esse aspecto da música.
Estudem, examinem e façam bons proveitos.
| “ALÉM DE AMADEUS” ¯ O Canto Gregoriano usa os ritmos da respiração natural para criar uma sensação de amplidão descontraída. É excelente para o estudo e a meditação silenciosas e pode reduzir o estresse. ¯ A música barroca mais lenta (Bach, Handel, Vivaldi, Corelli) comunica uma sensação de estabilidade, ordem, previsibilidade e segurança e cria um ambiente mentalmente estimulante para o estudo e o trabalho. ¯ A música clássica (Haydn e Mozart) tem clareza, elegância e transparência. Pode melhorar a concentração, a memória e a percepção espacial. ¯ A música romântica (Schubert, Schumann, Tchaikovski, Chopin e Liszt) enfatiza expressão e sentimento, com freqüência evocando temas de individualismo, nacionalismo ou misticismo. É mais útil para ampliar simpatia, compaixão e amor. ¯ A música impressionista (Debussy, Fauré e Ravel) é baseada em humores e impressões musicais de fluxo livre e evoca imagens de sonho. Um quarto de hora de devaneio musical, seguido por alguns minutos de alongamento, pode liberar seus impulsos criativos e colocá-lo em contato com seu inconsciente. ¯ Jazz, blues, Dixieland, soul, calipso, reggae e outras formas de música e dança provenientes da expressiva herança africana, podem animar e inspirar, liberar profunda alegria e tristeza, transmitir agudeza e ironia e afirmar nossa humanidade comum. ¯ Salsa, rumba, merengue, macarena e outras formas de música latina têm um ritmo vivo e uma batida que pode fazer o coração disparar, aumentar a respiração e coloca em movimento o corpo inteiro. O samba, entretanto, tem a rara capacidade de acalmar e despertar ao mesmo tempo. ¯ As músicas de big bands, pop, top 40 e country podem inspirar movimentação leve a moderada, engajar as emoções e criar uma sensação de bem-estar. ¯ O rock e o pop de artistas como Elvis Presley, Rolling Stones ou Michael Jackson podem sacudir as paixões, estimular uma movimentação ativa, liberar tensões, mascarar dores e reduzir o efeito de outros sons, altos e desagradáveis, no ambiente. Também podem criar tensão, dissonância, estresse e dor no corpo quando não estamos dispostos a ser entretidos de forma enérgica. ¯ A música ambiente ou New Age, sem ritmo dominante (por exemplo, a música de Steven Halpern ou Brian Eno), prolonga nossa sensação de espaço e tempo e podem induzir um estado de alerta descontraído. ¯ Heavy metal, punk, rap, hip hop e grunge podem estimular o sistema nervoso, levando a um comportamento dinâmico e à auto-expressão. Também podem sinalizar a outras pessoas (em especial adultos que vivem na mesma casa que seus adolescentes musicalmente invasivos), a profundidade e a intensidade do tumulto interior da geração mais jovem e sua necessidade de liberação. ¯ Músicas religiosas e sacras, inclusive tambores xamânicos, hinos de igreja, música gospel e spirituals, podem nos levar a sentimentos de profunda paz e consciência espiritual. Elas também podem ser notavelmente úteis para nos ajudar a transcender – e aliviar – nossa dor. Fonte: “Efeito Mozart” - Don Campbell, Ed.Rocco |
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Filme Tapete Vermelho
Quinzinho (Matheus Nachtergale) ele mora em uma roça bem distante de qualquer cidade grande. Decidido a cumprir uma promessa, ele decide levar seu filho Neco (Vinícius Miranda), de 9 anos, para assistir a um filme estrelado por Mazzaropi em uma sala de cinema, assim como fez seu pai quando era garoto. Desejando cumprir a promessa a qualquer custo, Quinzinho, sua esposa Zulmira (Gorete Milagres), Neco e o burro Policarpo viajam pelas cidades em busca de um cinema que possa exibir o filme.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Paulo Freire e o romance do violeiro
Paulo Freire aprendeu a tocar viola no sertão do Urucuia, Minas Gerais. Largou a Faculdade de Jornalismo em 1977, e depois de ler o livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, foi embora para o Urucuia, querendo saber qual era o som desse grande sertão. As experiências pelo país nesses mais de 30 anos dedicados à viola são relatadas em forma de romance no livro Jurupari.
Embora não seja uma autobiografia, a publicação traz muitas cenas e "causos" vividos por Freire. A história começa quando um jovem violeiro em formação decide sair de casa, no litoral de São Paulo, para tentar desvendar um sonho recorrente. O rapaz cruza o Brasil a pé, de ônibus, barco, caminhão - de tudo quanto é jeito -, sendo guiado pelos mitos, pela música e pela descoberta do amor.
Paulo Freire sempre gostou de ouvir e de contar histórias, uma tradição em família herdada de um tio-avô e do pai, o sociólogo Roberto Freire. Segundo ele, a mitologia brasileira é muito rica, mas a gente conhece pouco. E o personagem do livro Jurupari leva para perto do público as experiências do compositor e "contador de causos" recolhidas nos quatro cantos do país. A explicação é uma só: "não basta ao violeiro ficar estudando o instrumento numa sala de aula fechada. Pra tocar viola você tem que colocar o pé no riacho, ficar mais descansado, sentir o cheiro de café no coador de pano, se jogar pelo Brasil e encontrar os grandes mestres".
fonte: www.culturabrasil.com.br
quinta-feira, 3 de março de 2011
Viola Toeira
A viola toeira, também designada de viola de Coimbra ou simplesmente viola é típica da região da Beira Litoral.
Descrição
O seu comprimento é de cerca de 86 cm[12], e uma boca de abertura oval. A cabeça é plana, ligeiramente inclinada em relação ao braço, e com uma forma trabalhada com motivos florísticos, com uma fenda longitudinal, com cravelhas. Mas pode também ser similar a cabeças de guitarras, com duas fendas longitudinais e o eixo das carrilhões paralelo à cabeça. O cavalete também é extremamente trabalhado.
Geralmente as ilhargas são feitas em pau-santo, o tampo em pinho de Flandres, o braço em mogno, os interiores em casquinha ou choupo e a escala em pau-preto. O botão incrustado junto às cravelhas é de madrepérola.
Afinação
A viola toeira possui 5 ordens de cordas: as três ordens mais agudas são duplas e estão afinadas em uníssono, as duas ordens mais graves são triplas estão afinadas em oitava.
Algumas fontes dão a seguinte afinação (de mais agudo a mais grave):
Mi4 (uníssono)
Si3 (uníssono)
Sol3 (uníssono)
Ré3 (com oitava acima)
Lá2 (com oitava acima)
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